sexta-feira, julho 08, 2005

Sobre conhaques e cigarros

Sobre conhaque e cigarros


Tinha dezesseis anos, cabelos loiros e um medo imenso de que a mãe descobrisse que fumava desde os quatorze.
Noite de natal.
Acendeu o cigarro pela primeira vez na frente da família toda.


Sonífera ilha tocava.


E a família tradicional tomava conhaque e escutava como se fosse a coisa mais normal que pudesse estar acontecendo numa reunião normal de família normal com uma garota loira de dezesseis anos que acendeu um cigarro pela primeira vez. Normal.

Todos acharam normal. Principalmente depois do que seu tio mais rico, em meio a gritos e gargalhadas descontroladas de família normal que bebe de vez em quando e nessas horas aproveita pra libertar o muito apertado colarinho que fica preso em dias comuns, havia falado sobre cigarros:

“ Eu fumo mesmo! Quem fuma nunca vai sofrer de Alzheimer”.

De onde ele ouviu a frase que provocou silêncio e aprovação geral não se sabe...

2 comentários:

Lorena Serafim disse...

Sobre escritoras, leitoras, atrizes, artistas plásticas, sonhadoras, amigas e até gente normal!

Anônimo disse...

Oi abigaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa,
Cara, dei uma passada geral mas ainda vou ler com cuidado e carinho seus escritos! Coloquei a carta no correio... Já,já deve tá chegando aí fresquinha pra vc!!!=)
Muito legal isso aqui em...
Saudades mor-mor!!!
Grande bjo, se cuida em...
Bjoooooooooooooo=*=*
Merdaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!