Olhou pra boca aberta dele e beijou.
Ele retribuiu. Molhado. Quente.
Ela nunca fazia isso, coitada. Tímida de infância. De lugar pequeno.
Mas era só um detalhe.
No meio de tantas coisas maiores.
Grandes. Denuncias. Crimes. Relatos. Gargalhadas. Confissões.
E sonhos. E estrelas e teatros e chopps e cigarros e cigarros e cigarros.
(Porra de devaneio louco que traz palavras etéreas quando queria que fosse só toque. Só chão. Só gosto.)
Ela queria mais.
Ele queria tanto.
Mas o detalhe. Que era o único detalhe.
Detalhe de impulso.
Não vinha.
Detalhe da porra que acabou com o casamento em castelo amarelo, destruiu os filhos com nomes estranhos que vinham de livros com "velotróis" e até o sapatinho de tricô que ela estava fazendo dês daquela noite em que se beijaram pela primeira vez. . .
Beijaram?
Noite em que não havia detalhe algum e que o choque fazia acordar.
Mas não dizia que era manhã.
Noite que não se repetiu.
Repartiu na cama de sonhar acordada de manhã com insônia sem comida na geladeira.
Vem, pode olhar. Isso é só um pequeno detalhe.
Dos poemas, das músicas só tem uma coisa- a semelhança de sonho. Porque a realidade que há é outra. Talvez ninguém saiba.
Mas da noite de detalhes ela vai lembrar
e relembrar
e desmembrar
o resto dos dias.
Até que esqueça.
E vire apenas e só mais um detalhe
Sem ponto até
Se houve ou se não houve alguma coisa entre eles dois...
terça-feira, julho 11, 2006
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6 comentários:
Me deu até vontade de reativar o meu!
Anônimo nada! Sou eu!
A poesia é uma realidade a parte.
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I say briefly: Best! Useful information. Good job guys.
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Keep up the good work. thnx!
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