quinta-feira, novembro 30, 2006

Então.


Então, sabe quando a velhinha encontrou um velhinho tão bonito, mas tão bonito que não sabia como dizer que sua braguilha tava aberta? Foi mais ou menos assim que eles se conheceram. Ela sabia que ele era um puta cara importante e famoso, mas odiava que as pessoas ficassem lambendo seu rabinho. E ele tinha achado ela superbonitinha, mas meio fresca, por isso fez que nem tinha notado mas notou. O que rolou no meio não tem muito senso de importância porque não faz muita diferença na história bestinha dos dois. O que importa é que eles se amaram muito durante os primeiros cinco dias, os únicos e completamente intensos de superfluosidades de amor. Depois se separaram pra nunca mais e fugiram de não se suportarem os dois de tão iguais. E ele só pensava nela. E ela só pensava nele. E ele sabia que ela estava molhada era de chuva. Ele sabia que só a chuva molhava ela e todo mundo sabia que ela se molhava de chuva nas noites quentes e ficava linda que só ela de não poder se mexer pra não cair os pingos grudados na pele lisa de brancura bronzeada. Ele escrevia sobre ela no seu blog careta de palavrões. Ela escrevia sobre ele no seu mundo fantástico e surreal de papéizinhos de bar. Eles nunca mais se viram. Mas a sensação dos pingos da chuva e a saudade de não deixá-los cair sempre os trazia de volta praquele teatrinho de bosta onde ele deu quinze autógrafos e ela foi esquecida sem guarda-chuvas. É porque tudo é cíclico mesmo. A bosta bate na água e a água bate na bunda.

Um comentário:

Alexandre disse...

Olá. Estou vendo seu blog com mais cuidado. Sou eu. Aquele do Shareaza.Desejo um ótimo ano novo.
Obs:Temos um dos mesmos sobrenome.