Queria sentar pra escrever algo que desse sentido a minha vida, mas ultimamente estou entrando em contato com fantasmas. Pode parecer ridículo porque é ridículo mesmo, mas ando vendo almas do outro mundo e outro mundo em almas que já vejo todo dia. " e é tão fantástico que essas cousas sejam reais" me diria o Fernando Pessoa - por eu voltar a acreditar em "Papais Noéis" de bosta. Mas não é bem isso. É transformar a porra da realidade escrota em algo divertido pra caralho, literalmente. Sem Ter medo de saber quem vai ler esse blog babaca. To misturando demais sexo e drogas e o resultado é uma resma de palavrões que não estão dando sentido a nada, mas estão me fazendo um pouco mais feliz, se é que ser feliz e sorrir pra oração-à- meia-do-ventilador. Se é que ser feliz é tentar se matar pra ser DJ das merendeiras-de-café-da-manhã-do-hotel. Se é que ser feliz é querer Ter sido da geração coca-cola quando quero ouvindo Renato Russo e achando que tá tudo bem. Tudo bem. Tudo bem. Fico desenhando sem giz nesse computador de letras apagadas que decorei de tanto bater nas mesmas teclas. Todo dia nas mesmas teclas. Ando entrando em contato com a morte, esses fantasmas que vêm e voltam me mandando tomar no cú e me foder também me metem medo. De não Ter vontade de chegar de novo perto do mar pra não sentir que ele vai passar. Quero ficar longe e odiar porque não cabe tanto amor assim no meu peito. Eu já disse aqui que não sei amar? Pois é, não sei. Mas sou um cara legal. Sei quando faço as coisas do jeito errado, o difícil é modificar. Será que tudo poderia ser tão diferente se quando a menina japonesa perguntou à mãe quem é meu pai ela respondesse jesus, ou josé, ou joão, ou o caralho a quatro. Mas ela ganhou uma bicicleta. E um vazio infernal dentro do peito, cabeluda do jeito que sempre foi, agora tem mania de arrancar qualquer cabelinho que aparece com a pinça. Qualquer. Já não sabe mais conter o pranto. Viaja de avião e chora com medo da morte. Pra que é que serve isso tudo se acaba tão rápido. Porra caralho merda buceta cú.
Faz de conta que passou.
quarta-feira, novembro 15, 2006
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2 comentários:
achei muito bom ,até chorei.
nã ote conheço bem ,mas parece que te conheço há séculos.. muito estranho e bom.
beijos. não pare!!
é muito sincero.
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