Numa noite dessas que a gente não escolhe fui parar num castelo. Em pleno tiroteio-cotidiano-real do Rio semi-maravilhoso eu num castelo amando cada instante e me esfregando num tapete peludo que eu chamava de Persa pra ficar bonito – porque eu sempre cismo que as coisas têm que ser bonitas – eu num castelo com tapete persa tomando champanhe e vendo o sol nascer e ligando pras pessoas que eu amo e sinto falta nesses momentos de estar muito feliz e Ter que dizer do amor. Era tão bonito que não dava pra segurar na cabeça. Tenho medo de esquecer o cheiro daquele visual lindo. A sensação do medo de morrer porque o motoristadonodocastelo desequilibrado quis carregar onze pessoas dentro do carro, ainda com um carinha (que ninguém conhecia mas insistia em ficar) pendurado na cabeça (do carro).
E eu achando que a gente ia morrer naquela hora.
Ainda não aprendi que quando a gente acha que vai morrer é aí que não morre mesmo.
A gente só morre quando não espera.
Quando acontecer quero contar melhor sobre isso.
De resto quero ainda muitos champanhes e castelos e melhores amigas em manhãs e oito das manhãs acordadas e lambidas de cadelas fedidas. E poesias que nunca mais serão ditas depois de festas com muitas bebidas.
domingo, dezembro 03, 2006
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