quinta-feira, julho 26, 2007

só por um rei

e fazia quase um século e meio que eles não se viam. ela, princesa, sempre anseava pelos encontros lúcidos que tinha no vez em quando. ele, rei, sempre esperava pelo encontro com aquele velha raquel dos degraus de sorvete derretido. e bastou. um encontro casual. de cinco minutos e meio para que ele a fizesse cair dos degraus. pra que o sorvete derretesse. por isso que ela o amava. por que ele sempre a fazia piscar com olhos de rímel borrado as lágrimas de sorvete derretido. e cuidado com o degrau, raquel. sempre contando com o tempo que sempre os leva ao meio.

Um comentário:

Anônimo disse...

Adorei a lembrança! Um bjo minha, linda. Minha vida tem sido uma eterna contradição, cada vez mais apasiguada... encontro-me agora com um nó trespassado na garganta. Tenho saudades de ti e do tempo em q não precisava me mover tanto pra tentar me mover mais e não conseguir nada. Essa nossa vida feita de virtualidades, quando, nada substitui o irresisitivel cheiro de uma amiga querida, o beijo do namorado, o toque inesperado de um estranho. Quero ver o tempo em que eu possamos tomar de volta o nosso corpo.

Rei