Fiquei pensando num jeito diferente de dizer que estava
apaixonada. Mas as impossibilidades possíveis das sensações da
frieza da tecnologia muito avançada me dizem que nada vai me
fazer ter seus olhos de volta. Então preferi dar um tempo e me
omitir em palavras etéreas. Minha cidade de praias faz com que
me sinta mais calma e infinitamente alagada de relacionamentos
fugazes, como o que tivemos. Não que fugaz exclua o amor, mas
distrai o tempo. Li infinitamente em seus olhos a possibilidade de
um sim verdadeiro. Mas como acreditar assim tão fácil em
horóscopos? Como saber o que foi de verdade? Como saber se não
é mais um vento frio do sul? Só olhando de novo no seu mar de
olhos. E isso é quase impossível. Como saber se seria real, posto
que é chama? O que dá pra saber é que foi infinito enquanto
durou. Mas queria que desse pra seus olhos saberem o quanto
minha boca macia ainda sonha de olhos fechados com um
reencontro próximo de poucas horas que duram uma eternidade
na lembrança. E difíceis de apagar como uma cicatriz de infância
no joelho esquerdo.
terça-feira, setembro 18, 2007
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Um comentário:
Era apenas música o que ela me pedia, findada numa paixão que a levaria voar por entre céus virgens, de cor anil. Por um outro lado eu a escrevia, usando apenas a luz da Lua, naquela terra distante, onde só havia mar. Linda menina dos olhos, que me encantara com seu sorriso aberto, como as portas do paraíso.
Léo Gama
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